DOENÇAS
 » ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ( derrame cerebral )
 » AMILOIDOSE CARDÍACA
 » ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL
 » ANEURISMA DA AORTA ASCEDENTE E TORÁCICA
 » ANGINA INSTÁVEL
 » COLESTEROL
 » COMO FUNCIONA O CORAÇAO
 » DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO ...
 » Diabetes
 » DISTÚRBIOS DA CONDUÇÃO ELÉTRICA CARDÍACA (bloqueios de ramo e hemibloqueios)
 » DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA
 » DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA (artérias mesentéricas)
 » ENDOCARDITE INFECCIOSA
 » ESTENOSE MITRAL
 » HIPERTENSÃO
 » HIPOTENSÃO
 » INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
 » O QUE É NEUROPATIA DIABÉTICA?
 » OSTEOPOROSE
 » PALESTRA SOBRE HIPERTENSÃO
 » PROBLEMAS VALVARES E SEUS DIAGNOSTICOS
« voltar ANEURISMA DA AORTA ABDOMINAL          Imprimir
Introdução

Um aneurisma da aorta abdominal é um inchaço anormal, potencialmente fatal, (parecido com um balão) de uma parte da aorta, a maior artéria do corpo. A parede da artéria incha e deixa de ter seus contornos regulares.

A aorta leva sangue rico em oxigênio do coração para as artérias menores do resto do corpo. Um aneurisma abdominal acontece na parte abdominal da aorta, a parte da aorta que fica entre o tórax e a pelve. Normalmente, a aorta tem aproximadamente 2.5 centímetros de diâmetro. O tamanho aumenta muito lentamente com a idade. Se a parte abdominal da aorta ficar com o diâmetro maior que 3 centímetros, diz-se que a pessoa tem um aneurisma aórtico abdominal.

Os aneurismas aórticos abdominais são muito comuns em pessoas acima dos 60 anos de idade. Eles afetam aproximadamente de 5% a 7% das pessoas nesta faixa etária, no mundo todo. Embora aproximadamente 20% das pessoas com aneurismas aórticos abdominais tenha um parente próximo com o mesmo problema, nenhuma ligação genética clara foi encontrada. A conexão familiar parece ser particularmente forte entre irmãos.

A maioria dos aneurismas aórticos está relacionada à aterosclerose, uma condição na qual depósitos gordurosos chamados de placas vão sendo acumulados ao longo das paredes internas dos vasos sanguíneos.

Quadro Clínico

A maioria dos aneurismas aórticos não causa nenhum sintoma. Eles são freqüentemente descobertos durante um exame físico de rotina ou quando se faz Radiografias para doenças sem qualquer ligação com aneurismas.

Quando os sintomas se desenvolvem, eles podem incluir: 

Dor abdominal, nas costas ou na parte muscular dos flancos (lateral) entre as costelas e o quadril 

Uma sensação de plenitude depois de comer uma refeição pequena 

Náuseas e vômitos 

Uma massa pulsátil no abdome.

Raramente, coágulos sanguíneos (trombos) podem se formar próximos do aneurisma. Estes coágulos podem migrar e bloquear os vasos sanguíneos em outro lugar do corpo, causando sintomas de baixo fluxo de sangue onde quer que eles fiquem aderidos.

Em aproximadamente 20% dos casos, um aneurisma abdominal não diagnosticado rompe sem aviso e o paciente entra em colapso e morre de hemorragia maciça dentro do abdomem.

Diagnóstico

O médico fará perguntas a respeito da história familiar do paciente, incluindo doenças do coração, especialmente sobre qualquer parente cujas mortes foram súbitas e, talvez, inexplicadas. Ele perguntará se o paciente fuma, se tem colesterol alto, pressão alta ou diabetes. Às vezes, o médico pode suspeitar de um aneurisma aórtico baseado na ausculta (ouvir o som) do fluxo de sangue anormal no abdome durante o exame físico.

Se houver um aneurisma aórtico abdominal, o médico poderá ver e sentir uma tumoração pulsátil no abdome quando o paciente estiver deitado. Esta massa normalmente está no centro do abdome, um pouco anterior ao umbigo.

Em 75% das pessoas com um aneurisma aórtico abdominal, o aneurisma é encontrado quando uma Radiografia ou outro tipo de exame de imagem é feito para uma doença sem ligação com o aneurisma.

Os aneurismas aórticos podem ser detectados através de Radiografias Simples, Ultra-Sonografia, Exame de Imagem de Ressonância Magnética (IRM), Tomografia Computadorizada (TC) e Angiografia (imagem dos vasos sanguíneos obtida pela injeção de uma substância radioativa no paciente - contraste).

Para diagnosticar os aneurismas aórticos abdominais, o ultra-som é muito preciso e relativamente barato, além de não expor o paciente à radiação.

Prevenção

Você pode reduzir o risco de ter um aneurisma aórtico controlando seus fatores de risco para a aterosclerose, especialmente o colesterol alto, a pressão alta, o vício de fumar e o diabetes.

Se você tiver colesterol alto, siga as recomendações de seu médico de ingerir uma dieta de baixo teor em gorduras e colesterol e, se necessário, tome medicamentos para abaixar o colesterol.

Se você tiver pressão alta, siga a prescrição médica de mudar sua dieta e tomar seu medicamento de pressão. Se você fuma, deixe de fumar.

Se você for diabético, monitore freqüentemente seu açúcar no sangue, siga uma dieta saudável e tome sua insulina ou comprimido conforme seu médico prescreveu. Além disso, é prudente exercitar-se regularmente e manter um peso ideal.

Tratamento

O tratamento depende principalmente do tamanho do aneurisma. Quanto maior o aneurisma, mais provável que ele se rompa (estoure). A cirurgia de emergência para um aneurisma roto tem um risco muito mais alto de morte que uma cirurgia de reparo de um aneurisma de forma programada. Uma cirurgia quase sempre é recomendada para um aneurisma que está dissecando (em ruptura lenta).

A cirurgia geralmente é recomendada para pessoas com aneurismas maiores que 5.5 centímetros de diâmetro, a menos que haja outra doença que torne a cirurgia extraordinariamente arriscada.  Pessoas com aneurismas pequenos podem ser monitoradas com exames de ultra-som a cada 12 meses, levando-se em conta que o aneurisma deve ser inferior a 3.5 centímetros e a cada seis meses para aqueles com aneurismas maiores que 3.5 centímetros. 

Os cirurgiões têm duas opções para corrigir os aneurismas aórticos abdominais. O método tradicional, através de cirurgia abdominal - laparotomia, envolve a clipagem (preensão) da aorta temporariamente, enquanto se corrige o vaso sanguíneo cortando-se o segmento lesado e substituindo o aneurisma por uma prótese (remendo) de plástico.

A escolha de procedimento depende do local, do aparecimento do aneurisma e da saúde do paciente. Pacientes mais idosos e mais debilitados que são mais prováveis ter complicações na cirurgia e anestesia prolongadas são os melhores candidatos para o reparo endovascular.

Provavelmente os pacientes mais jovens e geralmente mais saudáveis são mais indicados para fazer cirurgia por via abdominal, embora isto possa vir a mudar à medida que os dispositivos e as técnicas endovasculares melhorem.

A Clínica | Doenças | Artigos | Vídeos | Localização | Fale Conosco
© Copyright 2017 www.vanderleimdasilveira.com.br - .(54) 3045-4840 - Todos os Direitos Reservados